A vida após a morte

Por Luis Raposo (26/07/2005)

INTRODUÇÃO DA PALESTRA

1 - Você acredita que exista uma nova vida após a morte?

- Livro A Força das Idéias - Richard Simonetti - Morte e sobrevivência

- Livro ?Roteiro? ? Emmanuel / Chico Xavier - Além da Morte

- Livro dos Espíritos Capítulo IV - Pluralidade das existência
(Questão 166 ? A Reencarnação)
(Questão 330 - Prelúdio da Volta)

- Livro "Céu azul" - Espírito César Augusto Melero / Célia Xavier Camargo

2 ? Planetas no universo

3 - Colônias na erradicidade terrena

4 - Inferno segundo algumas religiões


1 - Você acredita que exista uma nova vida após a morte?


- Além da Morte ? Livro ?Roteiro? ? Emmanuel / Chico Xavier

O reino da vida, além da morte, não é domicilio do milagre.
Passa o corpo, em trânsito para a natureza inferior que lhe atrai os componentes, entretanto, a alma continua na posição evolutiva em que se encontra.
Cada inteligência apenas consegue alcançar a periferia do círculo de valores e imagens dos quais se faz o centro gerador.
Ninguém pode viver em situação que ainda não concebe.
Dentro da nossa capacidade de autoprojeção, erguem-se os nossos limites.
Em suma, cada ser apenas atinge a vida até onde possa chegar a onda do pensamento que lhe é próprio.


- Morte e sobrevivência - Livro Ä força das Idéias - Richard Simonetti

1 ? Por que, às vezes, até os espíritas temem a morte?
Talvez lhes pese a consciência.
2 ? O apego à vida física é característica comum entre os povos da terra?
Sim. Trata-se de mera manifestação do instinto de conservação. O problema é que muitos exageram, dando-nos a impressão de que pretendem pôr a vida em conserva.
2 ? A vida espiritual só é boa para os Espíritos mais evoluídos e esclarecidos? Quando se é mau sofre-se mais lá do que aqui?
Assim informam aqueles que nos precederam.
Embora não exista inflação, nem recessão, estômago a alimentar ou corpo a abrigar, a existência lá pode ser tormentosa para aqueles que aqui atormentam o próximo.
4 ? A ciência já está mais sensível ao espiritismo ou a semente ainda demorará a germinar?
A ciência ainda pretende capturar o Espírito em laboratório para certificar-se de sua existência, o que é pouco provável.
5 ? Já existem provas cientificas da vida após a morte?
Alguém já disse que para aquele que crê nenhuma prova é necessária; para quem não crê nenhuma prova é suficiente.
6 ? É salutar a busca por mensagens psicografadas, em que as pessoas fazem verdadeiras romarias aos médiuns, na busca de notícias de seus ?mortos??
Raros médiuns superam problemas de filtragem mediúnica. Por isso as pessoas podem decepcionar-se com as ?cartas do Além?. Melhor fariam se treinassem a própria sensibilidade com o cultivo de valores espirituais. Estariam habilitadas a um contato mais direto e gratificante com seus ?mortos?queridos.
7 ? Que fazer para que o momento da passagem para a outra vida seja menos traumático, tanto para quem vai, quanto para quem fica?
Há duas providências. A primeira: Conversar a respeito do assunto, habituando-nos a encarar de frente nosso desencarne ou de um familiar. Verificamos, então, algo surpreendente: a sinistra ceifadora não tem existência real. É apenas o fantasma de nossos temores ante a grande transição.
8 ? E a segunda providência?



Seria viver cada dia como se fosse o último, fazendo o melhor, no cumprimento da velha recomendação da sabedoria oriental: ?Quando nasceste todos sorriam, só tu choravas. Vive de tal forma que, quando morreres, todos chorem, só tu sorrias?.




2 ? Planetas no universo:



3 - Colônias na erradicidade terrena ? Cidade Céu Azul

4 - Inferno segundo algumas religiões:



O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
CAPÍTULO III - HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI


DIFERENTES ESTADOS DA ALMA NA ERRATICIDADE

2. A casa do Pai é o Universo; as diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito, e oferecem, aos Espíritos encarnados, moradas apropriadas ao seu adiantamento.

Independentemente da diversidade dos mundos, essas palavras podem também ser entendidas como o estado feliz ou infeliz do Espírito na erraticidade. Segundo ele seja mais ou menos depurado e desligado dos laços materiais, o meio em que se encontra, o aspecto das coisas, as sensações que experimenta, as percepções que possui, variam ao infinito; enquanto que uns não podem se distanciar da esfera em que viveram, outros se elevam e percorrem o espaço e os mundos; enquanto certos Espíritos culpados erram nas trevas, os felizes gozam de uma claridade resplandecente e do sublime espetáculo do infinito; enquanto, enfim, que o mau, atormentado de remorsos e de lamentações, freqüentemente só, sem consolação, separado dos objetos da sua afeição, geme sob o constrangimento dos sofrimentos morais, o justo, reunido àqueles que ama, goza as doçuras de uma indizível felicidade. Lá também há, pois, várias moradas, embora não sejam nem circunscritas nem localizadas.

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS

MUNDOS INFERIORES E MUNDOS SUPERIORES

8. A qualificação de mundos inferiores e de mundos superiores é antes relativa do que absoluta; tal mundo é inferior ou superior em relação àqueles que estão acima ou abaixo dele na escala progressiva.

Tomando a Terra como ponto de comparação, pode-se fazer uma idéia do estado de um mundo inferior, supondo nele o homem no grau das raças selvagens, ou de nações bárbaras que ainda se encontram em sua superfície, e que são os restos do seu estado primitivo. Nos mais atrasados, os seres que os habitam são, de alguma sorte, rudimentares: eles têm a forma humana, mas sem nenhuma beleza; seus instintos não são temperados por nenhum sentimento de delicadeza ou de benevolência, nem pelas noções do justo e do injusto; só a força bruta faz a lei. Sem indústria, sem invenções, despendem a vida na conquista da sua nutrição. Entretanto, Deus não abandona nenhuma das suas criaturas; no fundo das trevas da inteligência, jaz, latente, a vaga intuição de um Ser Supremo, mais ou menos desenvolvida. Esse instinto basta para torná-los superiores, uns aos outros, e preparar sua eclosão para uma vida mais completa; porque não são seres degradados, mas crianças que crescem.
Entre esses graus inferiores e os mais elevados, há inumeráveis escalões, e nos Espíritos puros, desmaterializados e resplandecentes de glória, se tem dificuldade em reconhecer aqueles que animaram esses seres primitivos, da mesma forma que, no homem adulto, se tem dificuldade em reconhecer o embrião.

9. Nos mundos que atingiram um grau superior, as condições da vida moral e material são bem outras que as de sobre a Terra. A forma do corpo é sempre, como por toda parte, a forma humana, mas embelezada, aperfeiçoada e, sobretudo, purificada. O corpo nada tem da materialidade terrestre, e não está, por conseguinte, sujeito nem às necessidades, nem às doenças, nem às deteriorações que engendram a predominância da matéria; os sentidos, mais delicados, têm percepções que a grosseria dos órgãos sufoca neste mundo; a leveza específica dos corpos torna a locomoção rápida e fácil; em lugar de se arrastar penosamente sobre o solo, ele desliza, por assim dizer, na superfície, ou plana na atmosfera sem outro esforço senão o da vontade, à maneira pela qual se representam os anjos, ou pela qual os Antigos imaginavam os manes nos Campos Elíseos. Os homens conservam, à vontade, os traços de suas migrações passadas e aparecem aos seus amigos tal como os conheceram, mas iluminados por uma luz divina, transfigurados pelas impressões interiores, que são sempre elevadas. Em lugar de rostos pálidos, devastados pelos sofrimentos e pelas paixões, a inteligência e a vida irradiam esse clarão que os pintores traduziram pelo nimbo ou auréola dos santos.
A pouca resistência que a matéria oferece aos Espíritos já muito avançados, torna o desenvolvimento dos corpos mais rápido e a infância curta ou quase nula; a vida, isenta de inquietações e de angústias, é proporcionalmente muito mais longa que sobre a Terra. Em princípio, a longevidade é proporcional ao grau de adiantamento dos mundos. A morte não tem nada dos horrores da decomposição; longe de ser um objeto de pavor, ela é considerada como uma transformação feliz, porque a dúvida sobre o futuro não existe. Durante a vida, não estando a alma encerrada na matéria compacta, irradia e goza de uma lucidez que a coloca num estado quase permanente de emancipação, e permite a livre transmissão do pensamento.

10. Nesses mundos felizes, as relações de povo a povo, sempre amigáveis, jamais são perturbadas pela ambição de dominar seu vizinho, nem pela guerra que lhe é conseqüência. Não há nem senhores, nem escravos, nem privilégios de nascimento; só a superioridade moral e inteligente estabelece a diferença das condições e dá a supremacia. A autoridade é sempre respeitada, porque não é dada senão a quem tem mérito, e se exerce sempre com justiça. O homem não procura se elevar acima do homem, mas acima de si mesmo, aperfeiçoando-se. Seu objetivo é chegar à classe dos Espíritos puros, e esse desejo incessante não é um tormento, mas uma nobre ambição que o faz estudar com ardor para chegar a igualá-los. Todos os sentimentos ternos e elevados da natureza humana se encontram aumentados e purificados; os ódios, os ciúmes mesquinhos, as baixas cobiças da inveja são ali desconhecidas; um laço de amor e de fraternidade une todos os homens; os mais fortes ajudam os mais fracos. Eles possuem mais, ou menos, segundo tenham mais, ou menos, adquirido pela sua inteligência, mas ninguém sofre por falta do necessário, porque ninguém está em expiação; numa palavra, ali o mal não existe.

11. Em vosso mundo, tendes necessidade do mal para sentir o bem, da noite para admirar a luz, da doença para apreciar a saúde; nos mundos superiores, esses contrastes não são necessários; a eterna luz, a eterna beleza, a eterna serenidade da alma, proporcionam uma eterna alegria que não são perturbadas nem pelas angústias da vida material, nem pelo contato dos maus, que ali não têm acesso.
Eis o que o espírito humano tem mais dificuldade em compreender; ele foi engenhoso para pintar os tormentos do inferno, e não pôde jamais representar os gozos do céu; e por que isso? Porque, sendo inferior, não suportou senão penas e misérias, e não entreviu as claridades celestes; não pode falar daquilo que não conhece; mas, à medida que se eleva e se depura, o horizonte se ilumina, e ele compreende o bem que tem diante de si, como compreendeu o mal que ficou atrás de si.

12. Entretanto, esses mundos afortunados não são mundos privilegiados, porque Deus não é parcial para com nenhum de seus filhos; ele dá a todos os mesmos direitos e as mesmas facilidades para atingi-los; faz com que todos partam do mesmo ponto e não dota a ninguém mais do que aos outros; as primeiras posições são acessíveis a todos: cabe-lhes consquistá-las pelo trabalho, alcançá-las o mais cedo possível, ou arrastar-se durante séculos e séculos nas classes baixas da Humanidade. (Resumo do ensinamento de todos os Espíritos superiores.)

NA ESPIRITUALIDADE: LIVRO CÉU AZUL.

Amparado pelos amigos espirituais que vieram assistir meus últimos instantes no corpo físico, fui recebido com grande alegria.
Muitos daqueles que ali estavam eu aprendera a conhecer pelo contato que mantivera com eles durante a enfermidade. Muitos eu sentia que eram amigos de longa data, anterior ao meu retorno à Terra numa nova encarnação, outros eram familiares que me aguardavam ansiosamente, como a bisavó Filomena, a avó Maria e o avô Juvêncio.
Sentia-me leve e feliz como nunca me sentira antes. Nada de dores, de dificuldades respiratórias, de mal-estar físico. Não. Agora reconhecia-me livre, bem disposto e muito mais lúcido. Uma luz diferente e brilhante envolvia todo o aposento.
Antes de abraçar os amigos que me davam as boas-vindas, lembrei-me dos que ficaram e olhei para baixo.
Percebendo que eu partira, meus pais, os familiares e amigos oravam, acompanhando a prece que a D. Célia fazia, suplicando a Jesus me amparasse os passos na nova vida que agora se iniciava.
Abracei minha mãe e meu pai confortando-os e afirmando-lhes que não se preocupassem, que eu estava muito bem.
Espíritas que eram, deram o testemunho do ideal que acalentavam, mantendo-se equilibrados e firmes durante todo o tempo até o sepultamento.
Após receber os cumprimentos de familiares e amigos, senti um certo cansaço.
Um médico amigo, que me assistira durante aqueles meses de enfermidade, Dr. Henrique, fitou-me com carinho e afirmou:
? Agora é preciso descansar. Está muito esgotado e deve recuperar as energias perdidas.
Acomodaram-me num leito alvo em local tranquilo, e adormeci imediatamente. Despertei algumas horas depois sem saber quanto tempo se passara. A princípio, não me lembrei de que já havia morrido.
Havia muita gente dentro de casa, em nossa sala, um caixão funerário. Com curiosidade aproximei-me e não pude deixar de considerar horrível aquele corpo que ali estava e que fora meu até algumas horas atrás. Apesar disso, uma imensa gratidão pelo veículo que me servira durante dezenove anos tomou conta de mim. Percebi que chegara a hora das despedidas e, com o choro e os lamentos, voltei a sentir uma certa inquietude.
? Vamos sair desse ambiente, César. Ele não te fará nenhum bem.
Espiritualidade, acompanhei o féretro. Não pude deixar de notar que, se muita gente estava realmente preocupada comigo, grande parte cumpria apenas um dever social, completamente despreocupada do momento solene que ali estava a exigir um certo recolhimento, em respeito ao que partira. No caso, eu.
Cássio, um outro amigo, percebendo minha estranheza, considerou:
? Os encarnados, de modo geral, ainda não compreendem a importância do pensamento e a responsabilidade perante os próprios atos em suas vidas, agindo com total irreverência e descaso para com assuntos de grande relevância, como é o problema da morte e da sobrevivência do espírito. Por isso sofrem tanto.
Chegando ao cemitério, notei grande quantidade de espíritos necessitados, ainda inconscientes do seu estado de desencarnados que observam o cortejo passar. Muitos em atitudes de respeito, outros fazendo piadas e dizendo palavrões, sentados nos muros e nos túmulos.
A cerimônia foi rápida e logo todos se dispersaram.
Sentindo cansaço novamente, perdi a noção das coisas e mergulhei em sono profundo.

Comentários: Outro Mundo.

É cada vez mais comum, seja na roda de amigos, nos círculos de estudos ou mesmo ? nos filmes, peças teatrais e novelas ? a referência ao "outro mundo" como continuação do "nosso mundo".
O que antes era assunto de acerbas discussões ? a relação entre os mundos, hoje discute-se apenas detalhes de como deve ser, ou de como essa relação pode interferir em nossas vidas. O fato importante a salientar é que grande parte das pessoas estão aceitando normalmente a idéia do mundo espiritual.
Você pode estar pensando: e o que isso tem de mais, não é o que conhecemos e acreditamos?
Com certeza, não há nada de extraordinário nisso, pois a vida após a morte é algo que, para nós, espíritas, preenche normalmente a lógica da existência.
Pois bem, então o que está pegando?
Pela nossa observação, é a falta de critério nas conclusões sobre esse "mundo".
Não podemos afirmar ou induzir as pessoas a aceitarem que a Doutrina Espírita seja a única que possa nos explicar essa dualidade da existência sem incorrermos em erros ou falsas interpretações.
Mas a verdade é que as pessoas interessadas ou curiosas em relação a isso deveriam colocar a Doutrina como uma das fontes de pesquisa e isto por meios dos livros considerados básicos (a codificação Kardequiana) e não após lerem os poucos e não muitos conhecidos livros ditos espíritas.
Alguns, após ouvirem uma palestra ou, como já citamos, lerem um ou outro livro já se sentem em condições de conviver com o mundo espiritual, norteando suas vidas nessas poucas e rápidas informações.
Outros, ainda, buscam em outros caminhos informações que julgam complementares, sem, ao menos, terem iniciado de uma forma concreta e coerente seus estudos da Doutrina Espírita.
Um estudo simples e superficial pode nos dar uma pequena idéia do quanto podemos aprender e conseqüentemente evoluir com um estudo sistemático daquilo que conhecemos como a Doutrina dos Espíritos e, para isso, as casas espíritas, preparadas que são para essa tarefa, mantêm cursos regulares de estudo e desenvolvimento das faculdades mediúnicas e do intercâmbio e relacionamento com o "outro mundo".
O conhecimento das leis da vida nos fortalece para os aprendizados de cada dia e permanece conosco pela vida espiritual nesses e em outros planos da existência.
Se, por um acaso, você tem vontade de conhecer um pouco mais sobre essas coisas e vivenciar um relacionamento mais saudável com os companheiros espirituais, aqui vai uma sugestão: procure uma casa ou associação espírita no seu bairro ou na sua cidade e aproveite a oportunidade e estude, pois, embora a vida seja eterna, aqui neste mundo o tempo é curto.

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