Perispírito, centros vitais e aura

Por Osvaldo Quelhas (26/07/2005)

1 - O Perispírito:
O perispírito é: "principio intermediário, substância semimaterial que serve de primeiro envoltório ao espírito e liga a alma ao corpo. Tais, num fruto, o germe, o periesperma e a casca."( O Livro dos Espíritos, Allan Kardec).

"O perispírito é o laço que à matéria prende o espírito, que o tira do meio ambiente, do fluido universal. Participa ao mesmo tempo da eletricidade, do fluido magnético e, até certo ponto, da matéria inerte. Poder-se-ia dizer que é a quintessência da matéria. É o principio da vida orgânica, porém não o da vida intelectual, que reside no espírito. É, além disso, o agente das sensações exteriores. No corpo, os órgãos, servindo-lhes de condutos, localizam essas sensações." ( O Livro dos Espíritos, Allan Kardec).

Primeiramente devemos esclarecer que na época em que foi escrito o "Livro dos Espíritos", a 1° edição é de 1857, considerava-se a eletricidade como um fluido, na verdade, ainda não se tinha exata concepção do que viria a ser a eletricidade.

Costuma-se defini-lo como a quintessência da matéria, cuja maior ou menor densidade é inversamente proporcional ao grau evolutivo do Espírito e cuja composição não é exatamente a mesma conforme esteja o Espírito encarnado ou não.

Seus elementos são retirados do meio em que vivemos, portanto, sua composição é variável nos diferentes mundos.

Sua estrutura e composição exatas ainda não nos é possível conhecer, embora existam aqueles que procuram entendê-lo, como Hernani Guimarães Andrade que, em sua obra "Espírito, Perispírito e Alma", propõe que o mesmo é composto por "Psi-átomos". Estes corresponderiam aos "elementos atômicos mais complicados e sutis", segundo André Luiz ao referir-se à matéria do plano espiritual (na obra Evolução em Dois Mundos).

Kardec nos ensina também que uma das funções do perispírito é transmitir ao Espíritos as sensações provenientes da matéria (dor, frio, calor, visão, etc ) e fazer com que chegue até a matéria os seus comandos. Por exemplo: provém do Espírito a vontade de abrir um livro para ler, todavia, é o perispírito o responsável por transmitir esta vontade ao cérebro carnal e fazer com que o mesmo inicie uma série de processos fisiológicos que culminarão no ato físico.

Outra função de extrema importância do perispírito nos é ensinada por Joanna de Ângelis em "O Homem Integral", psicografia de Divaldo P. Franco: "De importância máxima no complexo humano, é o moderno Modelo Organizador Biológico, que se encarrega de plasmar no corpo físico as necessidades morais evolutivas, através dos genes e cromossomos, pois que, indestrutível, eteriza-se e se purifica durante os processos reencarnatórios elevados."

"Pode-se dizer, que ele é o esboço, o modelo, a forma em que se desenvolve o corpo físico. É na sua intimidade energética que se agregam as células, que se modelam os órgãos, proporcionando-lhes o funcionamento. Nele se expressam as manifestações da vida, durante o corpo físico e depois, por facultar intercâmbio de natureza espiritual. É o condutor da energia que estabelece a duração da vida física, bem como é responsável pela memória das existências passadas, que arquiva nas telas sutis do inconsciente atual, facultando lampejos ou recordações esporádicas das existências já vividas."

É o modelo para o formação do corpo onde se encarnará o Espírito, imprimindo a este os detalhes anatômicos e fisiológicos consoante as aquisições morais e intelectuais em vidas passadas. Assim, será o responsável por formar o cérebro perfeito daquele que fez bom uso de seu intelecto em vidas pretéritas ou, caso contrário, o órgão inadequado do oligofrênico (compromisso cármico).

É o espirito, princípio inteligente, o responsável por modelar o perispírito.
Manoel P. Miranda, no livro "Temas da Vida e da Morte", psicografia de Divaldo P. Franco: "Portador de expressiva capacidade plasmadora, o perispírito registra todas as ações do Espírito através dos mecanismos sutis da mente que sobre ele age, estabelecendo os futuros parâmetros de comportamento, que serão fixados por automatismos vibratórios nas reencarnações porvindouras."

Conceito introduzido por André Luiz em Evolução em Dois Mundos, psicografia de Francisco C. Xavier e Waldo Vieira: "... o corpo espiritual, retrata em si o corpo mental que lhe preside a formação". André Luiz ensina que é mediante o perispírito que o Espírito encarnado ? Alma no conceito de Allan Kardec ? rege à atividade funcional dos órgãos de seu corpo carnal.

É no perispírito que ficam impressas as diversas experiências vividas no plano terrestre e extraterrestre que proporcionam o automatismo fisiológico, sob o governo do Espírito. Tal controle de nossas funções fisiológicas se faz mediante a atividade dos Centros Vitais do perispírito, também denominados de Plexos ou Chakras pelos espiritualistas e por certas culturas orientais.

2. Os Centros Vitais do Perispírito:
1.Centro Coronário: Situado na região central do cérebro é a sede da mente e é ele quem "assimila os estímulos do Plano Superior e orienta a forma, o movimento, a estabilidade, o metabolismo orgânico e a vida consciencial da alma encarnada ou desencarnada. É o "ponto de interação entre as forças determinantes do espírito e as forças fisiopsicossomáticas organizadas". Ele, além de retransmitir a "vontade", os sentimentos, as idéias e ações do Espírito ao soma (corpo físico), coordena a função dos demais centros vitais.

2.Centro Cerebral: Contíguo ao coronário, ele governa o córtex cerebral, controla a atividade das glândulas endócrinas e administra os Sistemas Nervosos Central e Periférico.

3. Centro Laríngeo: Situado na região da laringe, controla a respiração e a fonação.

4. Centro Cardíaco: Dirige a emotividade e a circulação.

5. Centro Esplênico: Situado na região onde se encontra o baço, dirige todas as atividades relacionadas ao sistema hemático.
6. Centro Gástrico: Responsável pela digestão e absorção dos alimentos.

7. Centro Genésico: Dirige os processos relacionados aos fatores genéticos, bem como as forças criadoras, tanto para o trabalho como para a associação entre almas.

3. A Aura:
E o que vem a ser a Aura?
A Aura nada mais é do que radiações energéticas provenientes da conjunção de forças físico-químicas do corpo (bioenergéticas), do perispírito e, mais importante, radiações mentais do Espírito. Portanto, tem características individuais e expressam o estado evolutivo moral e intelectual do Espírito.

Tais radiações interpenetram todo o ser e se expande além dele, formando o halo de características e cores próprias a cada ser, passíveis de serem observadas por indivíduos com faculdade para tal: a vidência.

O QUE É O ESPIRITISMO, CAPÍTULO SEGUNDO

Quando a alma está unida ao corpo durante a vida ela tem um duplo envoltório: um pesado, grosseiro e destrutível, que é o corpo; outro fluídico, leve e indestrutível, chamado perispírito.

10 - Há, pois, no homem três coisas essenciais: primeiro: a alma ou Espírito, princípio inteligente que abriga o pensamento, a vontade e o senso moral; segundo: o corpo, envoltório material que coloca o Espírito em relação com o mundo exterior; terceiro: o perispírito, envoltório fluídico, leve, imponderável, servindo de liame e de intermediário entre o Espírito e o corpo.

11 - Quando o envoltório exterior está gasto e não pode mais funcionar, ele sucumbe e o Espírito dele se despoja como o fruto se despoja de sua casca, a árvore de sua casca, a serpente de sua pele, em uma palavra, como se tira uma veste velha e imprestável: é o que se chama de morte.

12 - A morte não é senão a destruição do envoltório material. A alma abandona esse envoltório como a borboleta deixa sua crisálida, contudo, ela conserva seu corpo fluídico ou perispírito.

13 - A morte do corpo livra o Espírito do envoltório que o amarrava à Terra e o fazia sofrer. Uma vez liberto desse fardo, o espírito não tem mais do que seu corpo etéreo, que lhe permite percorrer o espaço e transpor as distâncias com a rapidez do pensamento.

14 - A união da alma, do perispírito e do corpo material constitui o homem; a alma e o perispírito separados do corpo constituem o ser chamado Espírito.
Nota - A alma é, assim, um ser simples, o Espírito um ser duplo e o homem um ser triplo. Seria, pois, mais exato reservar a palavra alma para designar o princípio inteligente, e a palavra Espírito para o ser semi-material formado desse princípio e do corpo fluídico.

A CURA PELA COR

Quando nosso corpo adoece, seja por qualquer motivo, o procedimento mais comum é tomar um remédio alopático. Ele alivia os sintomas, mas pode ser uma faca de dois gumes. Enquanto realiza a parte da cura, pode estar desequilibrando o funcionamento do organismo através de efeitos colaterais desconhecidos e muitas vezes até nocivos.

Agora imagine se ao invés de tomar remédios e injeções horríveis você pudesse ser tratado com banhos de cores e similares. É assim que funciona a cromoterapia. Além de ser uma terapia agradável, não tem efeitos prejudiciais. Ela vai direto à causa, onde a energia está bloqueada ou desequilibrada. Segundo essa terapia, o corpo humano é composto de cores, ou seja, de energias.

Para a cromoterapia, desequilíbrio químico, doença e vibração energética indevida no corpo são sinônimos. A exposição do corpo humano a determinadas cores pode alterar o funcionamento dos órgãos: são as chamadas cores da emoção. Já as cores fisiológicas podem aumentar ou diminuir as vibrações e energias.

O início de tudo se dá quando os padrões gerais da energia áurica desviam-se do branco, a combinação normal das cores da aura. Se seguíssemos o raciocínio lógico, concluiríamos que os raios brancos seriam os mais indicados no tratamento para a cura. Mas não é o que ocorre na prática.

Quando o sistema já está debilitado, os raios brancos podem ser fortes demais e impedir que o organismo selecione somente aquilo que está precisando. Por isso são usadas cores específicas no tratamento.

Referências bibliográficas:
1 -Allan Kardec. - O Livro dos Espíritos. Ed. FEB.. 74° ed., 1994.
2 - Divaldo Pereira Franco, Joana De Ângelis. O Homem Integral. Ed Livraria Espirita Alvorada, 7°, 1995.
3 - Divaldo Pereira Franco, Manoel P. Miranda .- Temas da Vida e da Morte. Ed FEB, 4°, 1996.
4 - Francisco Cândido Xavier, André Luiz. - Evolução em Dois Mundos. Ed FEB, 7° ed., 1983.
5 - Hernani Guimarães Andrade.- Espírito, Perispírito e Alma. Ed. Pensamento. 1° Ed, 1984.

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