A "arte" da mediunidade é a capacidade de ser humano

Por Osvaldo Quelhas (27/07/2009)

1- Como introdução a este estudo, apresentamos os ATRIBUTOS DO MÉDIUM:

Integridade: ética, honestidade; capacidade de aceitar diferença; habilidade para lidar com pessoas; conhecimento do Evangelho e da Doutrina Espírita; responsabilidade; humildade (flexibilidade); otimismo; saber ouvir; determinação; adaptabilidade (ser generoso ou enérgico, de acordo com a situação).

PARA SER MÉDIUM É PRECISO ENTENDER DE GENTE.

2- Como o médium vê o mundo:

A condição humana fascina o médium. Conhece o limite de sua existência e ignora por que está nesta Terra, embora pressinta que cumpre uma determinada missão.

O médium sente o impulso de dar tanto ou mais do que recebe. Aprende a tolerar aquilo que lhe causa dor e constrangimento. Aprende a compreender: a compreensão constitui o processo mental de entender as informações, as situações e as conseqüências para si e para os que o cercam.

Os ideais de um mundo justo, livre, pacífico, que animam os médiuns lhe dão brilho, ânimo, harmonia mental.

O médium sente-se realmente ligado à pátria, ao estado, à cidade. Entretanto, seu coração experimenta, diante desses laços, curioso sentimento de isolamento, de afastamento. Tal sentimento de ligação com o mundo constitui característica de viver o mundo, saber de suas dores e de suas injustiças, mas não ser tomado pelo ódio, pelas lutas políticas, pela ganância. Ou seja, o médium necessita relacionar-se plenamente como cidadão em um mundo cada vez mais integrado por internet e outros meios de comunicação. O desafio é viver no mundo sem ser ?do mundo?.

3. Ser Médium
A mediunidade é uma faculdade natural do ser humano. Todos a possuem, embora em graus diferentes. Ela sempre existiu, em todos os lugares e em todos os tempos. Pode-se dizer que quase todas as religiões nasceram através dela.

Contudo, foi a 31 de março de 1848 que aconteceu uma verdadeira explosão mediúnica, que logo se espalharia pelos Estados Unidos e posteriormente pela Europa; mas foi o estudo profundo, com bases científicas de Allan Kardec, que normatizou a prática mediúnica no Espiritismo. Dizemos no Espiritismo porque a Doutrina Espírita não pode interferir em seitas ou religiões que utilizam a mediunidade.

O Livro dos Médiuns, o mais perfeito compêndio sobre mediunidade que já se publicou no mundo, tem as diretrizes seguras para os que desejam entrar nesse campo do conhecimento. Nenhum curso de mediunidade pode ignorar as diretrizes deixadas por Allan Kardec, que não foi um secretário dos espíritos, como alguns espíritas retrógrados ainda pensam, mas um elaborador, um construtor da Doutrina Espírita, auxiliado por uma gama imensa de espíritos superiores.

Algumas diretrizes são simples e precisam ser pensadas e praticadas. Por exemplo: a mediunidade gratuita. Não se pode colocar um preço no trabalho dos espíritos, nem em moeda sonante, nem em bajulações que levam a privilégios indevidos.

Todos somos médiuns e mediunidade não é problema e nem causa sofrimentos. Contudo, reconhecemos que existem pessoas mais vulneráveis à atuação dos espíritos que essas não devem lidar com mediunidade sem um rígido controle de alguém com grande conhecimento e experiências. Quem são elas? As pessoas exóticas, excessivamente místicas, com desvios de personalidade; pessoas mentalmente incapazes, com déficit de inteligência ou carência afetiva manifesta; as pessoas excessivamente crédulas porque são facilmente fascinadas por pessoas e espíritos. As crianças não devem lidar com mediunidade porque lhes falta o discernimento e podem abusar das suas condições e ter reações adversas.

Ser médium não significa ser missionário, ter missões especiais, não é ser um salvador do mundo, nem dispensador das graças de Deus. É tão somente ser um intermediário entre dois planos de vida do universo.

4. O Trabalho do Médium: ser um ponto na rede...


5. ?Não sabíeis que devo estar nas coisas que são de meu pai??(Jesus)
Ninguém pode exercer efeito real e benéfico sobre as coisas do plano horizontal se não se identificar primeiro com o espírito da linha vertical.

Estar nas coisas do Pai celeste é ser alguém, é ter realizado o seu verdadeiro e eterno Eu ? todo o resto deriva como simples e espontâneo corolário dessa verdade fundamental.

Ser alguém é muito mais importante do que fazer algo.

Só quem, por dentro, é só de Deus, pode ser, por fora, de todas as criaturas de Deus.

6. ?Foi Crescendo em Sabedoria e Graça Perante Deus e os Homens?(Jesus).
Quando o homem sacrifica voluntariamente a sua liberdade e se escraviza por Amor, então eleva ele ao supremo zênite a sua liberdade. O Homem é plenamente livre só depois de se tornar voluntariamente escravo ? por Amor.

7. ?Uma só coisa é necessária: Maria escolheu a parte boa, que não lhe será tirada.?(Jesus)
O ser inclui o ter, mas o ter não inclui o ser.

O Ser é qualidade, é causa, é verticalidade, é fonte; o ter é apenas quantidade, efeito, horizontalidade, canal.

Que aproveita o homem de ter algo, mesmo que seja o mundo inteiro, se não é alguém, se sofre prejuízo naquilo que ele é, ou seja, sua alma? Poderá por acaso o ter resgatar o ser? Poderá o menos criar o mais? Poderão as muitas quantidades produzir a única qualidade?

O desafio para o Médium é deixar de ser Marta e se tornar Maria, para tratar das muitas coisas do mundo material sem inquietude nem perturbação e sem abandonar o seu lugar aos pés do Mestre.


7. ?A quem vós perdoardes os pecados são lhes perdoados?.(Jesus)
O perdão é considerado como uma libertação ou um desligamento entre o ofendido e o ofensor. Quando alguém não se dá por ofendido pelas ofensas do ofensor, então ele se desliga, ele se põe numa outra dimensão de consciência: há um ofensor, mas não há um ofendido. O ofensor se acha no plano do ego ofendido; e o ofendido se acha no mesmo plano. Mas, se o suposto ofendido se tornar inofendível, então abandona ele o plano do ego e passa para a dimensão superior do eu divino, que é inofendível.


O ego vicioso, quando ofendido, se vinga. O ego virtuoso, quando ofendido, perdoa.


8. ?Quem não é por mim é contra mim.?(Jesus)
Ninguém pode pairar indeciso e incolor entre o bem e o mal: se não favorece o bem, favorece o mal, mesmo que se diga neutro.

9. ?Quando Tiverdes feito tudo dizei: somos servos inúteis...?.(Jesus)
Quem executa pesadamente as coisas pesadas é bom ? mas não é perfeito.

Quem carrega a sua cruz gemendo é bom ? mas não é perfeito.

Quem verifica que o jugo do Cristo é amargo e pesado é bom ? mas não é perfeito.

Só é perfeito quem executa com leveza as coisas pesadas, quem carrega a cruz sorrindo e quem sabe por experiência íntima que a amargura da disciplina espiritual é suave e que seu peso é leve.

10. ?Ninguém põe remendo novo em roupa velha?. (Jesus)
Após o ocaso do tu deves, desponta a alvorada do eu quero. Enquanto o homem profano marca passos no plano horizontal do seu dever compulsório, nada sabe ele da ?gloriosa liberdade dos filhos de Deus?, que começa com a vertical do iniciado no querer espontâneo.

O ego humano só conhece o dever ? o Eu divino se guia pelo querer.

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