Mensagens psicografadas

A Vida Passa : É preciso seguir com ela...

Pelo espírito de Cora Coralina (24/01/2001)

O trem apitou na estação

O trem vai partir: piui...piui....piuí...
Apita o trem que vai partir e a moça da janela se despede

Da criança que ficou. E o trem passa.

Passa a vida, a vida passa:dores e alegrias, silêncios e paixões. O trem passa e ficam para trás: paisagem,mato, árvore, tronco caído no chão.

Vai ficando para trás o destino tecido com os dedos dos minutos, dos instantes de paixão.
Ficou para trás o sorriso e agora é o "que há de vir"...
Piuí, piuí, piuí!

Mas o coração da moça que ficou na janela, sofre, lembrando quem ficou na estação, na casa, quem estava encostado na árvore. Seu coração não olha para a frente...

Ficou lembrando da paisagem, das outras crianças, das andorinhas, da casa. Lembra das esquinas e encruzilhadas que não dobrará jamais.

A moça, somos nós: temos medo de aceitar a mudança, de encarar o futuro com todas as incertezas e surpresas. Mas a vida sempre o bem nos traz.

E a certeza do bem sempre merecer é ter um coração em Deus sintonizado, conquistando a sublime criatividade de tudo transformar: o contrário do aguardado passa a ser o aprendizado há tanto tempo esperado.

O trem passa, a vida passa . E sempre caminhamos para a frente. O tem passa e corre no campo, de estação em estação, de vila em vila...A vida passa de ocasião em ocasião, de encarnação em encarnação.

Entretanto, somos nós mesmos em qualquer ocasião.
E a moça na janela, com a lágrima a correr, observa a paisagem.

Já aceita que está em movimento e que não volta jamais...

Passa a vida, passa a morte, a casa, a fazenda, passa a nuvem no céu.Nuvem rebelde, que não se cansa de mudar.

Mas...o coração da moça bate com medo, sempre com medo do que há de vir.

Assim, observando essa cena, aprendendo com o aceno da despedida, com a angústia da possível perda, faço minha reflexão:

No fundo , bem no fundo, estamos em algum vagão.
Viajando de estação em estação.

Mas, sempre nós mesmos, cada vez mais vividos, mais serenos; aprendendo a valorizar cada cena, cada ave que se vê, cada galho e folha esquecidos, espalhados pelo chão...

Descobrimos poesia e encantamento, em cada minuto, da vida: quando se tem luz no próprio coração.
Cada semente pequenininha soprada de nossa mão, deve ser aproveitada e plantada, cuidada: nada se pode perder. ..

Cada recurso se torna precioso, iluminado à luz da nossa atenção.

Aprendemos a valorizar a vida, pois ela avança, de encarnação em encarnação.
E o bem estar, a felicidade de no bem estar ,depende de decisão, de escolha, aceitando o caminho da evolução, que é o desapego.

O medo nos impede de avançar, e esta experimentada amiga repete: nada há a temer.

A singela poetiza, que a vida teima em deixar escrever, buscou o exemplo da moça triste que aprende a se ver como viajante que decidiu seguir, como alguém que decidiu partir. E não mais como alguém que é arrancada do passado , com violência e sem permissão. Vamos onde queremos, ninguém nos obriga, ninguém nos violenta o coração. Temos vontade firme, criatividade, flexibilidade no pensamento para contornarmos o precipício e chegarmos sempre onde queremos, onde manda a emoção sustentada pela razão.

Esta poetiza, hoje ainda, cheia de saudade da última estação, olha aflita para ?o que há de vir?. E só passa a aflição, quando vejo a vida, que passa, e vejo que eu ? a poetiza ? continuo poetiza... Eu continuo acreditando na vida, prestando atenção nos cantos da casa, nas pequenas flores que nascem, no novo mundo que descubro, sempre a cada instante que paro para pensar...Sou eu mesma, sempre. Apenas a minha essência sobrevive, é perene...Pois tudo o mais é cenário, é passageiro...

Talvez o mundo exterior seja mera ilusão. Apenas a essência do ser humano seja eterna e não um mero acaso.E a inteligência seja mesmo divina, não uma reação química ou o surgimento da vida não seja uma coincidência de ocasião.

Deixo para vocês esta reflexão, este exemplo. Continuo poetiza , fixa na simplicidade, acreditando na verdade e na felicidade que cada um, por certo, vai alcançar...

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